O Florilégio é uma publicação editorial independente sobre floricultura no Brasil. Acompanhamos produtores em Holambra e no litoral paulista, floriculturas de bairro em capitais do Sudeste e feiras que abrem antes do sol nascer. Não vendemos flores nem intermediamos pedidos — nosso trabalho é observar o setor com calma e registrar o que muda na prática.
O mercado brasileiro de flores cortadas movimenta bilhões por ano, mas boa parte da conversa pública ainda trata o assunto como decoração de última hora. Por aqui, flores são cadeia de frio, negociação com CEAGESP, safra afetada por chuva e arranjos pensados para durar o fim de semana inteiro em apartamento sem varanda. Cada reportagem nasce de visita, entrevista ou oficina acompanhada de perto.
Nas últimas semanas circulamos entre cooperativas, atacadistas e balcões de rua. O que mais nos chamou atenção foi a diferença entre o discurso de "temporada alta" e a rotina real de quem compra verde três vezes por semana sem saber exatamente quanto venderá no sábado. É nesse espaço — entre planilha e improviso — que o Florilégio escolheu se posicionar.
Por que este projeto existe
Floricultura raramente aparece na imprensa econômica com a mesma profundidade de outros agronegócios perenes. Ainda assim, milhares de famílias dependem do cultivo, do transporte refrigerado e do varejo de rua. O Florilégio nasceu da vontade de documentar esse ecossistema sem tom de catálogo nem pressa de vender.
Nossas editorias — Mercado, Arranjos, Produtores, Sazonalidade e Tendências — organizam o arquivo, mas não limitam o olhar. Uma reportagem sobre Dia dos Namorados pode falar de logística; um texto sobre helicônias pode abrir discussão sobre origem e preço. Preferimos narrativas que permitam ao leitor sentir o cheiro do galpão, ouvir o barulho das tesouras e entender por que determinada cor de rosa some do balcão em uma semana.
Se você trabalha no setor, consome flores com frequência ou apenas se interessa por como um produto perecível atravessa cidades, este arquivo é para você. Sugestões de pauta e correções são bem-vindas pelo e-mail [email protected].